Enquadramento

Terminal de Cruzeiros de Lisboa
Terminal de Cruzeiros de Lisboa
Terminal de Cruzeiros de Lisboa
Terminal de Cruzeiros de Lisboa
Terminal de Cruzeiros de Lisboa
Terminal de Cruzeiros de Lisboa
Terminal de Cruzeiros de Lisboa

Numa localização bastante privilegiada da capital, o Terminal de Cruzeiros de Lisboa desenvolve-se como um movimento ondular, um plano rectangular branco que nasce do chão estendendo-se sobre uma estrutura palafítica ao longo do cais, culminando numa imensa praça coberta.

Solução

Na conceção deste edifício, pode considerar-se que são afirmadas duas direcções determinantes:

  • A Direcção Transversal, perpendicular ao rio, e afirma as permeabilidades em direcção a este libertando campos visuais e espaços de vivência, estabelecendo continuidades com alinhamentos e eixos visuais existentes.
  • A Direcção Longitudinal, relacionada com o sentido do rio e o alinhamento ribeirinho, na continuidade dos percursos longitudinais estruturantes.

Procurou-se que a percepção do edifício acontecesse a duas escalas, com impactos diferentes.

Na escala da Proximidade, torna-se perceptível e vivenciável a constituição do edifício por três volumes autónomos francamente afastados entre si, permitindo amplas permeabilidades em direcção ao rio, respeitando as extensões longitudinais construídas de 50 metros afastadas 15 e 20 metros entre si.

A continuidade da cobertura é aparente, uma vez que os vazios entre os módulos edificados também se manifestam na ausência desta, apenas estabelecendo ligações pontuais e periféricas nestes hiatos.

Na escala da Distância, que acontece na aproximação por rio, como na aproximação longitudinal pela Av. Infante D. Henrique ou nas diversas perspectivas de Lisboa sobre este espaço, procurou-se que o objecto arquitectónico se apresentasse como um todo, afirmando a sua grande simplicidade e clareza formal.

Procurou-se que o Terminal de Cruzeiros de Lisboa sintetizasse estas duas escalas com as duas direcções determinantes, afirmando a transversalidade com a aproximação, acentuando a percepção longitudinal com o afastamento, destacando-se pela sua singularidade, podendo constituir um “Ícone”, um elemento significativo da imagem Lisboa e da sua zona ribeirinha.

A sua implantação ocupa a área da antiga doca do Jardim do Tabaco, estabelecendo uma forte e determinante relação com o edifício da Alfândega, criando em ortogonalidade com este uma ampla e significativa praça de características eminentemente pedonais.

O movimento ondular do plano, configura na sua ascensão, orientado para oriente, um amplo auditório ao ar livre que estabelece um diálogo próximo com a Estação de Santa Apolónia e o Museu Militar mas também com a Graça, Alfama e o Tejo, utilizando a própria cobertura do edifício.

No topo desse anfiteatro, um vasto espaço com vocação de miradouro, área de eleição para a contemplação da Cidade e do Rio, mas também, da movimentação do cais, partida e chegada de Cruzeiros.

O anfiteatro pretende ser um pólo aglutinador e dinamizador desta área nobre da frente ribeirinha. Com capacidade para cerca de 1200 pessoas, poderá ser vivenciado com espectáculos diversos, mas também sem estes, apenas como parte integrante no percurso ribeirinho, zona de estar.

No lado oposto, para a praça da Alfândega, o Terminal participa com a referida praça coberta definida pelo plano flutuante de betão branco “apenas suportado por dois marcantes pilares, definidores da axialidade dominante, marcando de forma inequívoca a fachada principal do Terminal de Cruzeiros de Lisboa.